16.5.09

STORY OF AN ARTIST

(...)

Listen up and I'll tell a story
About an artist growing old
Some would try for fame and glory
Others aren't so bold

The artist walks alone
Someone says behind his back,
"He's got his gall to call himself that!
He doesn't even know where he's at!"
The artist walks among the flowers
Appreciating the sun
He does this all his waking hours
But is it really so wrong?

They sit in front of their TV
Saying, "Hey! This is fun!"
And they laugh at the artist
Saying, "He doesn't know how to have fun."
The best things in life are truly free
Singing birds and laughing bees
"You've got me wrong", says he.
"The sun don't shine in your TV"

Listen up and I'll tell a story

(...)

tocante e (ou porque?)"realista" música de DANIEL JOHNSTON, artista que conheci através do documentário THE DEVIL AND DANIEL JOHNSTON, realizado por Jeff Feuerzeig.

um artista prolífero com uma vasta e interessante obra:

de desenho e banda desenhada, cujos trabalhos recentes podem ser vistos e comprados no sítio WORRIED SHOES.

na música, como escritor, compositor e cantor.

"Do yourself a favor: Become your own savior

And don't let the sun go down on your grievances."

3.5.09

SOBRE O INDIVIDUO E A SOCIEDADE II

"Sou em geral conhecido como pessimista. Ao contrário do que alguma vez possa ter parecido, dada a insistência com que afirmo o meu radical cepticismo sobre a possibilidade de qualquer melhoria efectiva e substancial da espécie dentro do que em tempos não muito distantes se chamou progresso moral, preferiria ser optimista, mesmo que fosse apenas por ainda conservar a esperança de que o sol, por ter nascido todos os dias até hoje, nasça também amanhã. Nascerá, mas lá chegará também o dia em que ele se acabe."
excerto introdutório de maus tratos, texto de josé saramago, em o caderno de saramago, sobre a histórica subjugação da mulher pelo homem.
nos últimos anos estudos realizados em portugal indicam que:
em média, seis mulheres por semana são vitimas de crimes contra a vida e que a violência doméstica é apontada como principal causa de morte entre as mulheres, tendo-se em 2006 registado 39 assassinatos de mulheres pelos maridos ou companheiros. números que dão que pensar.


desenho de oskar kokoschka, para a sua peça assassino, salvação das mulheres, apresentada ao público no ano de 1909

Tal como dá que pensar as condições actuais de trabalho em portugal, eficaz estratégia de condenar o futuro? força cega ou de vistas curtas e bolsos cheios? querem convencer-se e convencer que é esse o único caminho?


"tudo está hoje em saber-se(...) se o capitalismo dos cartéis e "corporations" à escala mundial, por um lado, e os socialismos de estado, por outro (com a mesma preocupação aquisitiva e produtiva do capitalismo, que exigirá também a criação de sociedades de consumo), não vão a caminho de um encontro em que se ganhará em prosperidade o que totalmente se perderá em liberdade, , ou se, pelo o contrário, o gigantismo entrará dualmente em crise, ganhando-se em liberdade o que, em prosperidade de escravos com os ócios pagos, se perderá. O caso é que milénios de cultura já deviam ter ensinado que a IDADE DE OURO não chega nunca(...) o que sempre chega é a possibilidade de ver-se, para além disso tudo, a exigência de felicidade e de liberdade, sem que a vida não é possível naqueles termos de dignidade humana(...) o saber-se que é disso que se trata, independentemente da fidelidade a deuses ou a humanos(...) a dialéctica entre estar-se no mundo, ou só ou mal acompanhado, mas de, no fim de contas, não termos outro mundo senão este, e o que desejamos que ele seja."
o hoje, foi em janeiro de 1974, a actualidade é, na minha opinião, incontestável, as palavras são de JORGE DE SENA


26.4.09

ACORDAI!

música de fernando lopes graça apartir de poema de josé gomes ferreira.
ler o poema aqui.

19.4.09

SOBRE O INDIVIDUO E A SOCIEDADE I


o tema deste post é motivado pelos comentários que fiz no passado post, REMEMBER HOW IT ALL BEGAN, e por alguns pensamentos que têm-me ocorrido, entre conflitos internos e externos.
perante a questão: o que é o ESTADO?, ou também, o que pode ele ser, ou o que deveria ele ser, três questões distintas, e não tendo eu ideias assim tão claras sobre o assunto, pesquisei e recolhi alguma informação...
durante essas pesquisas deparei-me, no sítio citador, com um texto de AGOSTINHO DA SILVA, sobre o hábito de ter chefes.
pareceu-me que esse pensamento de AGOSTINHO sintetizava alguns pensamentos que emergiam e se acotovelavam dentro de mim.
há uma ideia que me surge, a de que O ESTADO SOMOS TODOS NÓS, bem sei que as coisas não são assim, que é uma ideia irreal, mas, apesar disso, em mim desejada, penso que o estado não deve ser uma entidade autómata, penso que o ESTADO poderia ser outra coisa e penso que para isso acontecer também o indivíduo e a sociedade, enquanto conjunto indivíduos, teriam de ser também eles diferentes.
ou, para haver uma mudança naquilo que o ESTADO e a SOCIEDADE são, terá de haver, primeiro, uma mudança no indivíduo... e essa mudança só pode vir de dentro, embora haja talvez circunstâncias exteriores que potenciem essa mudança.


não quero, por agora, desenvolver estas ideias ainda um pouco imberbes e certamente nada novas, gostaria apenas de deixar-vos com o pensamento de AGOSTINHO DA SILVA, sobre a necessidade de ter chefes, e a imagem deste homem que é para mim uma referência em muitos campos da vida.

"De todos os hábitos a que nos entregamos, um reina sobre todos os outros no que se refere a malefícios quanto ao mundo futuro. É o hábito de ter chefes. O medo das responsabilidades, o gosto de se encostar aos outros, o jeito mais fácil de não ter que decidir os caminhos fizeram que a cada instante lancemos os olhos à nossa volta em busca do sinal que nos sirva de guia. Quando surge uma dificuldade de carácter colectivo, a primeira ideia é a de que devia surgir um homem que tomasse sobre os seus ombros o áspero martírio de ser chefe. Pois bem: pode ser que isto tenha trazido grandes benefícios em outras crises da História; nem vale por outro lado a pena saber o que teria sido a dita História se outras se tivessem apresentado as circunstâncias. Mas, na presente, a verdadeira salvação só virá no dia em que cada homem se convencer de que tem que ser ele o seu chefe. Ou, dentro dele, Deus."

Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'
recomendo um filme alemão de 2008, com argumento e realização de Dennis Gansel, que vi à pouco em dvd, e que me fora recomendado por um amigo, um filme que levanta muitas questões que se relacionam com estes assuntos: com a necessidade de ter chefes, de ser conduzido por algo que se imagina superior, e também com a vontade de ter poder sobre outros, com a necessidade de pertencer a algo, entre muitas outras coisas. a qualidade do filme reside aí, na complexidade de questões que levanta, a nível individual e colectivo: DIE WELLE (a onda).

15.4.09

IT'S ALLRIGHT...


...
You lose yourself, you reappear
You suddenly find you got nothing to fear
Alone you stand with nobody near
When a trembling distant voice, unclear
Startles your sleeping ears to hear
That somebody thinks
They really found you.
A question in your nerves is lit
Yet you know there is no answer fit to satisfy
Insure you not to quit
To keep it in your mind and not fergit
That it is not he or she or them or it
That you belong to.
Although the masters make the rules
For the wise men and the fools
I got nothing, Ma, to live up to.
...
 a letra toda aqui
por enquanto é só..."But it's allright, Ma, it's life, and life only"!

16.3.09

MASTERS OF WAR

e seguindo o mesmo registo do post anterior, deixo-vos esta brilhante música de bob dylan que dedico à minha irmã catarina: WE CAN SEE THROUGH YOUR MASKS!

Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build the big bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks
...
para lerem a continuação da letra clicar aqui

1.3.09

DON'T YOU EVER FORGET HOW IT ALL BEGAN!

Como estamos em tempos de crise "humana e financeira" é bom lembrarmo-nos de alguns exemplos próximos, aqui fica um deles...


"Stills of the German revolution of 1919 and the counterrevolution of Gustav Noske, the SPD and the proto-nazi Freikorps.Music is english translation of Hans Eisler song "You have to pay" by Dagmar Krause."